Revisão sistemática e metanálise do uso de procinéticos no refluxo gastroesofágico e na doença do refluxo gastroesofágico em Pediatria
12 Dezembro 2009
Revista Paulista de Pediatria
Revisão sistemática e metanálise do uso de procinéticos no refluxo gastroesofágico e na doença do refluxo gastroesofágico em Pediatria. Magalhães, PVS; Bastos, TRPD; Appolinário, JCB; Bacaltchuk, J; Mota Neto, JIS. Rev. Paul. Pediatr. 27 (3), 2009.
OBJETIVO: Avaliar, por meio de revisão sistemática e metanálise, estudos randomizados que comparam os procinéticos domperidona, bromoprida, metoclopramida e betanecol ao placebo no tratamento do refluxo gastroesofágico (RGE) e da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) em crianças.
MÉTODOS: Busca bibliográfica de ensaios clínicos randomizados (Medline, EMBASE, Biological Abstracts, ISI/Web of Science, CINAHL, Lilacs e Cochrane). O desfecho primário foi eficácia na modificação dos sintomas de refluxo, conforme definição de autores das fontes primárias. Outras variáveis de interesse foram: complicações relacionadas ao RGE, alterações nos exames laboratoriais de controle, qualidade de vida, eventos adversos e abandono do tratamento.
RESULTADOS: Foram incluídos quatro estudos com domperidona, dois com metoclopramida, um com betanecol. Nenhum estudo com bromoprida foi localizado. O risco de não resposta ao tratamento foi significativamente menor para os procinéticos quando comparados ao placebo (RR 0,35; IC95% 0,14-0,88). A vantagem terapêutica individual em relação ao placebo se manteve para a domperidona (n=126; RR 0,27; IC95% 0,14-0,52; NNT 3; I2 0%) e betanecol (n=44, RR 0,19, IC95% 0,05-0,55, NNT 2), mas não para metoclopramida (n=71; RR 0,63; IC95% 0,07-5,71, I2 92,2%).
CONCLUSÕES: A evidência para o uso de procinéticos no RGE e na DRGE em crianças é limitada, pois os poucos estudos são ensaios preliminares de resposta em curto prazo e com limitações metodológicas.
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